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Grupo 07 - Caio nº05, Caroline Beltrami nº09, Henrique nº18, Janaína nº19, Nádia nº30 e Nayara nº35.
Este blog foi montado como trabalho de Sociologia, para falar sobre o Tibete e sua religião. Falaremos sobre casos que ocorrem nos dias de hoje, envolvendo a crise separatista entre China e Tibete, envolvendo a religião (budismo) e os Jogos Olímpicos. Também citaremos a história do Budismo no Tibete (em partes) e seu desenvolvimento. Ass. grupo =) Histórico Votação Outros sites INDIQUE ESTE BLOG |
Representantes da China e do Dalai Lama vão discutir Tibet Representantes do governo chinês e do líder espiritual do Tibet, Dalai Lama, que vive no exílio, irão retomar conversações em julho, informou a agência oficial de notícias chinesa, a Xinhua, neste domingo. Não foram divulgados detalhes da pauta da reunião, mas a agência informou que "departamentos importantes do governo central estarão representados na reunião com representantes pessoais do Dalai Lama, a seu pedido". O líder espiritual do Tibet foi para o exílio em 1959, após uma tentativa frustrada de um motim contra o controle chinês da região. [Fonte: www.g1.globo.com]
Centenas de pessoas protestam em Londres contra repressão chinesa no Tibete Centenas de pessoas foram às ruas do centro de Londres para protestar contra a repressão chinesa aos manifestantes no Tibete, neste sábado. A manifestação, integrada por tibetanos que vivem exilados no Reino Unido e simpatizantes britânicos, parou diante da Embaixada da China em Londres. Os protestantes cantaram o hino nacional do Tibete. Os ativistas, que levavam bandeiras tibetanas e cartazes, gritaram palavras de ordem como "Chineses fora" ou "Longa vida ao dalai-lama", o líder espiritual tibetano. Organizada pelo grupo Free Tibet Campaign, a manifestação, que partiu de Regent's Park e acabou na Praça Trafalgar, foi liderada pelo monge budista tibetano Lobsang, que estava com uma fotografia do dalai-lama. O objetivo do protesto foi apoiar "as pessoas que no Tibete tomaram a valente decisão de se rebelar contra os chineses que ocuparam seu país", disse Chonpel Tsering, tibetano que mora no Reino Unido desde 1982. "Sabemos que houve alguns mortos [nos distúrbios do Tibete] e centenas, talvez milhares, de detidos", disse Tsering. O ativista também aplaudiu o anúncio feito esta semana pelo primeiro-ministro do Reino Unido, Gordon Brown, que antecipou que se reunirá em maio com o dalai-lama durante a visita que o líder espiritual fará ao Reino Unido. Em seu comparecimento semanal no Parlamento, Brown afirmou também que o primeiro-ministro chinês, Wen Jiabao, tinha afirmado que está "preparado" para dialogar com o dalai-lama se este não apoiar a independência total do Tibete e renunciar à violência.
fonte: www.folhaonline.com.br Escrito por Janaína às 12h46[envie esta mensagem] [link]
A história da religião no Tibete - Parte II
A primeira fase do budismo no Tibet chegou ao fim no século IX, quando o rei Langdarma foi assassinado por um monge. Isso ocorreu pois o rei era adepto da religião Bön, e perseguia o budismo. Isso aconteceu em 842. A segunda fase teve início caom a estabilização política (que aconteceu no século X) e do renascimento budismo no oeste do Tibet. Em 1042, o monge indiano Atisha (980-1055), visitou o país. ele fez várias mudanças no budismo tibetano, tomando como base as fontes monásticas indianas. Foi então formada a primeira escola budista do Tibete, chamada Kadam. Esta renascença cultural e religiosa é também considerada como a segunda propagação do budismo no Tibet. paralelamente, vários tibetanos cruzaram os Himalaias, buscando ensinamentos e textos raros. Assim, surgiu uma nova geração de grandes tradutores tibetanos, como Rinchen Zangpo (958-1055), que fundou 108 monastérios noo Tibet; Drogmi (992-1072), o grande tradutor tibetano e mestre da tradição do Caminho e Fruto; e Marpa Lotsawa (1012-1096). Estes tradutores viajaram a planícies baixas da Índia, com o objetivo de trazer textos tântricos e ensinamentos anteriormente desconhecidos, que traduziram a partir do sânscrito e transmitiram a poucos discípulos escolhidos. Na ausência de qualquer poder político ou religioso centralizado, comunidades desenvolviam-se ao redor destes mestres tibetanos, muitas vezes suportados por ricas famílias. Algumas destas comunidades acabavam tornando-se instituições monásticas, por exemplo Radreng, fundada em 1056, e o colégio Sakya, estabelecido em 1073. No século XIX, ocorreu o movimento Rime, que tinha como seu objetivo resgatar as fontes budistas indianas, superar o sectarismo e passar os ensinamentos de forma mais prática. "O que é comum a todas as quatro tradições maiores do buddhismo tibetano é a sua ênfase sobre a prática de toda a estrutura do caminho buddhista, que compreendem [...] não apenas essência dos ensinamentos do Vajrayana, mas também a das práticas dos bodhisattvas e das práticas básicas do Hinayana. Na Índia, baseadas em diferenças de ponto de vista filosófico, emergiram quatro escolas maiores de pensamento buddhista: Vaibhashika, Sautrantika, Yogachara e Madhyamika. Todas as quatro tradições maiores do buddhismo tibetano, entretanto, mantêm o ponto de vista da escola Madhyamika e, neste ponto, não há diferenças filosóficas fundamentais entre elas".
Aconteceu no mundo... Dalai Lama renunciará se violência no Tibet se intensificar Essa declaração foi feita no mesmo dia em que o primeiro-ministro Chinês acusou o líder de ter organizado os protestos ocorridos em fevereiro, na capital do Tibete. Os protestos seriam uma suposta tentativa de pressionar a China para a sua independênca. Tenzin Takhla, porta-voz da administração tibetana afirmou que Dalai lama irá renúnciar apenas o cargo de Líder político e de Estado, e não como Dalai lama (pois a renúncia não seria possível, já que o Dalai lama é considerado a encarnação de Buda).
Líder da China pede que Dalai Lama dê provas de 'sinceridade' Hu Jintao afirmou que acredita que as recentes negociações da China com os representantes de Dalai lama foram sérias e concretas, e que esperava novos encontros entre as duas províncias. Porém, também culpa os simpatizantes de Dalai lama por causa dos disturbios no Tibete. "Esperamos que o Dalai Lama e seus aliados atuem de forma a dar mostras de sua sinceridade", afirmou Hu Jintao, em uma entrevista coletiva realizada em Tóquio e na qual pediu para que os simpatizantes da causa desistissem do separatismo. Dalai lama, por sua vez, disse que sempre afirmou que queria não a separação total, mas sim mais autonomia ao Tibete. Também disse que apóia as Olímpiadas, e não a violência. No mês passado, o dirigente do Japão afirmou ao ministro das Relações Exteriores da China, Yang Jiechi, que é preciso encarar o fato de que o problema entre China e Tibete é agora um problema internacional, o que acabou contradizendo a postura Chinesa, dizendo que a situação é apenas 'nacional'.
Escrito por Janaína às 20h06[envie esta mensagem] [link]
Nos tempos do primeiro rei tibetano, Nyatri Tsenpo, a religião predominante no Tibete era o Bön. A partir do reinado de Lha Totori Nyentsen, passaram a ocorrer os primeiros contatos com o budismo. Seu quinto sucessor foi o rei Songtsen Gampo, que colaborou com o estabelecimento do budismo no seu império e introduziu costumes do Dharma, especialmente na conduta moral. Tradição indiana, o Budismo consolidou-se definitivamente no país através de uma ‘competição’ entre Índia e China. Esta última foi representada pelo monge Ho Shang Mahayana, que apresentou um ensinamento Zen que conduziria à iluminação súbita através do corte de todas as diferenciações mentais. O grupo indiano, por sua vez, apareceu com uma abordagem gradualista para a iluminação, sendo representado por Kamalashila. Songtsen Gampo declarou Kamalashila como vitorioso e, a partir de então, todos os budistas tibetanos deveriam ser praticantes da tradição indiana. O exposto acima nos permite compreender a citação do dalai-lama em Amor, verdade, felicidade: “Chamar o budismo tibetano de lamaísmo é errado porque ele não foi inventado pelos lamas tibetanos. Quando nos deparamos com um ponto importante, sempre citamos um confiável mestre indiano. Este método de autenticação de um ponto ou questão em particular pela citação de textos indianos como autoridade final foi tão amplamente aceito que, em alguns casos, algumas visões são recusadas por não se basearem em nenhum texto indiano autêntico”.
Março:
Abril:
Escrito por Janaína às 23h02[envie esta mensagem] [link]
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